Nos últimos tempos, Itaguaçu passou a conviver com uma população mais ativa no debate público. Pessoas opinam, questionam, discutem decisões e cobram respostas. Essa participação é necessária para uma democracia saudável.

O problema começa quando o debate deixa de avaliar fatos e passa a funcionar como uma disputa entre grupos. Cada lado puxa a corda na própria direção, enquanto qualquer ação do grupo contrário é rejeitada antes mesmo de ser analisada.

Por isso, vale uma pergunta: estamos formando opiniões a partir da nossa visão de mundo e das informações disponíveis ou apenas repetindo críticas contra o lado político com o qual não concordamos?

Cobrar a Prefeitura, a Câmara e qualquer autoridade pública é um direito da população. Essa cobrança precisa continuar existindo, independentemente de quem esteja no poder. Mas ela ganha força quando se apoia em documentos, resultados, prazos e fatos verificáveis.

Quem deseja contribuir para o crescimento de Itaguaçu precisa tentar avaliar cada situação com honestidade. Reconhecer o que funciona não significa apoiar tudo. Apontar erros também não transforma ninguém automaticamente em adversário da cidade.

O objetivo deve ser o mesmo: garantir que o dinheiro público seja bem utilizado e que as decisões tragam melhorias reais para toda a população.

Discordar faz parte da democracia. Transformar toda discussão em torcida organizada enfraquece o debate e dificulta a construção de soluções.